terça-feira, 31 de maio de 2011

Sondagem para a SIC, Expresso e Rádio Renascença - Eurosondagem

A sondagem da Eurosondagem para a SIC, Expresso e Rádio Renascença efectuada no dia 30 de Maio apresenta os seguintes resultados:

PSD: 35,5% (+0,8%)
PS: 32,2% (+0,1%)
CDS-PP: 12,6% (-0,3%)
CDU: 7,6% (-0,1%)
BE: 6,3% (=)
Outros: 5,8% (-0,5%)

Relativamente à projecção anterior verifica-se um alargamento quer da vantagem do PSD para o PS para 3,3 pontos percentuais e, apesar da queda do CDS, quer da vantagem do PSD e CDS sobre os partidos de esquerda.

PS: O resultado projectado da intenção de voto resulta da seguinte média: Dia 26/05 - 10%, dia 27/05 - 20%, dia 28/05 - 30%, dia 30/05 - 40%.

Ler os Outros: A nódoa - José Vitor Malheiros

Numa crónica (publicada no Público de hoje) em que critica duramente o PS e o seu secretário-geral, José Vitor Malheiros refere que os socialistas continuam a apoiar José Sócrates apenas: "Antes de mais, porque acham que Sócrates é o único líder socialista que pode ganhar as eleições (aconteça o que acontecer ao país). Depois, porque receiam o conhecido carácter vingativo do chefe... que ainda tem os cordelinhos do partido na mão. Só depois de Sócrates cair aparecerão os seus oposicionistas. Aparecerão em bando, quando tiverem a certeza de que já não respira. As razões do apoio dos socialistas do PS a Sócrates são, assim as piores possíveis: ou o medo ou o sectarismo partidário. E a razão invocada no apelo ao voto é a única possível: o PSD é ainda pior do que nós."

As razões porque vou votar PSD

No próximo domingo dia 5 de Junho irei votar PSD.

Faço-o, em primeiro lugar, porque o PSD foi o partido que, ao longo dos últimos meses, tem revelado  uma maior consciência não só da dimensão - que o PS persiste em minorar - como, fundamentalmente, da natureza dos problemas económicos e financeiros que o nosso país enfrenta e que o conjunto dos partidos à esquerda (PS, CDU e BE) continuam a, em meu entender, não identificar correctamente.

Ora, a primeira condição essencial para que Portugal possa enfrentar com sucesso a situação em que se encontra é ter um Governo consciente não só da gravidade da situação do país, mas também, e fundamentalmente, da origem e das causas desses problemas. A solução não está em quem não conseguiu evitar a deterioração da situação económica e financeira do país nem em quem persiste, tantas vezes cega e teimosamente contra todas as evidências, em não reconhecer as causas endógenas nacionais que contribuiram para essa situação e, no caso do PS, as suas responsabilidades no processo que as alimentou.

E, em segundo lugar, porque o PSD é o único partido que se apresentou às eleições com um programa eleitoral que - embora me suscite algumas dúvidas quanto à exequibilidade de algumas medidas e à oportunidade ou bondade de outras - tem em conta a situação concreta do país. E que constitui um programa que globalmente se encontra bastante próximo daquilo que considero constituirem as soluções mais adequadas para o país.

O que faz com que, na minha opinião, o PSD seja claramente o partido em melhores condições para garantir o cumprimento das metas definidas no programa de ajustamento negociado com a União Europeia e o FMI. Cumprimento que constitui condição necessária para, pelo menos, evitar uma situação de bancarrota e corrigir os desequilíbrios que há demasiados anos afectam a economia portuguesa por forma a permitir que a actividade económica e o emprego possam voltar a crescer em bases sustentáveis.

Finalmente, porque, após 6 anos no poder, o PS surge claramente desgastado e, como a campanha tem revelado, sem ânimo reformista, e o PSD parece ser o único partido com condições para liderar uma coligação que proporcione um governo eficiente e politicamente forte, com capacidade para enfrentar as dificuldades e desafios com que irá certamente se deparar.

PS: Quando estava a escrever este post fui reler um semelhante que escrevi em Setembro de 2009 em que anunciei igualmente a minha intenção de votar no PSD. A conjuntura financeira pode não ter ajudado, mas os sinais de perigo eram já evidentes  e se errei foi ao escrever que não me parecia que uma vitória do PS constituisse um desastre para o país e que até me agradaria ver continuar alguns dos ministros do actual Governo (nomeadamente, Teixeira dos Santos, Luís Amado e Vieira da Silva). Infelizmente errei, mas por excesso de optimismo. Quase dois anos depois, a verdade é que o actual governo conduziu  mesmo o país ao desastre e dos três ministros que referi o único que não teve uma acção decepcionante foi Luís Amado.

Nabucco - Verdi



Acho que foi este o episódio a que Marcelo Rebelo de Sousa se referiu no programa de domingo.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Sondagem para o Público e a TVI - Intercampus

A sondagem realizada pela Intercampus, nos dias 25 a 29 de Maio, para o Público e a TVI apresenta os seguintes resultados:

PSD : 37,0% (+1,2%)
PS : 32,3% (-1,8%)
CDS-PP : 12,7% (+1,4%)
CDU : 7,7% (=)
BE : 5,2% (-1,3%)
Outros : 5,2% (+0,7%)

Nesta que é a última sondagem da Intercampus para o Público e a TVI, o PSD surge com uma vantagem de 4,7 pontos percentuais (acima da margem de erro para um grau de confiança de 95%) enquanto que a percentagem obtida por PSD e CDS-PP (49,7%) aponta para que estes partidos possam vir a obter uma maioria absoluta confortável.

Sondagem para a SIC, Expresso e Rádio Renascença - Eurosondagem

A sondagem da Eurosondagem para a SIC, Expresso e Rádio Renascença efectuada no dia 29 de Maio apresenta os seguintes resultados:

PSD: 34,7% (+1,0%)
PS: 32,1% (+0,1%)
CDS-PP: 12,9% (-0,3%)
CDU: 7,7% (-0,4%)
BE: 6,3% (-0,4%)
Outros: 6,3% (=)

Relativamente à projecção anterior verifica-se um alargamento da vantagem do PSD que atinge os 2,6 pp.

PS: O resultado projectado da intenção de voto, é calculado mediante um exercício meramente matemático, presumindo que os 21,8% respondentes "Ns/Nr" se abstêm e resulta da seguinte média: Dia 25/05 - 10%, dia 26/05 - 20%, dia 27/05 - 30%, dia 29/05 - 40%, o que explica a estabilidade da projecção.

Ler os Outros: Querida, encolhi o pavilhão - Nuno Ferreira

Um post do Nuno Ferreira publicado no Aba de Heisenberg sobre o comício do PS em Coimbra, em que os aspectos mais interessantes são o modo como estes eventos são "encenados" e o modo acrítico como surgem retratados na comunicação social.