Segundo foi sendo tranquilamente revelado ao país, o primeiro-ministro indigitado predispôs-se, pasme-se, em reuniões sucessivas e com poucas horas de intervalo, a fazer coligações com o PSD, o CDS-PP, o BE e o PCP.
Tais propostas nunca poderiam naturalmente ser levadas a sério e destinam-se apenas a exibir uma pretensa disponibilidade para o diálogo que possa ser utilizada em futuras eleições como argumento numa estratégia de apelo à governabilidade. E até seria uma estratégia inteligente não fosse o caso de ser tão óbvia. Mas não fosse dar-se o caso de haver quem não tivesse compreendido o ainda ministro Augusto Santos Silva decidiu aproveitar para, no dia anterior, comparar a líder desse partido a uma "anarquista espanhola" o que não parece constituir propriamente via mais adequada para sequer uma aproximação entre os dois partidos.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário