sexta-feira, 20 de maio de 2011

Notas de Paris (IV): Manet, inventeur du modern - Orsay


Uma exposição concorrida que reúne um vasto conjunto de obras de Edouard Manet, incluindo aquelas que serão as obras mais importantes deste autor do século XIX.

Oragnizada tematicamente, a exposição revela as diversas fases e influências que marcaram a obra de Manet, procurando salientar os seus pontos mais originais, entre os quais surge, com algum destaque, na exposição: os quadros com temas católicos entre os quais ressalta "Le Christ mort et les anges" onde além de dois anjos (demasiado) femininos sobressai, na parte inferior do quadro, a presença de uma serpente (em fuga ?) eterno símbolo do pecado original.

Uma parte significativa da exposição é dedicada ao seu período espanhol onde encontramos algumas das suas obras mais significativas como "Le Fifre" (acima) e "L'homme mort" e às suas obras onde retrata cenas do quotidiano burguês onde são notórias as influências de Renoir (por exemplo no quadro "Les bords de Sein à Argenteuil"), Degas ou Monet (por exemplo em "La Rue Mosnier aux Drapeaux"), fechando a exposição com um conjunto de quadros sobre temas políticos com destaque para um quadro representando a morte do imperador Maximiliano que nos recorda o célebre quadro de Goya .

A sensação com que se sai da exposição é de um pintor com uma obra eclética, mas que nunca rompeu com a pintura clássica e cuja obra não revela a originalidade no domínio da luz de Renoir ou Monet, nem a ousadia de Van Gogh ou, mais tarde, por exemplo, de Matisse. Um pintor com uma obra vasta e interessante, mas que será exagerado intitular de "inventor" do moderno.

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